terça-feira, 4 de novembro de 2008

Escola Vivian Marçal – um exemplo curitibano

Visitando a Escola Especial Vivian Marçal em 3 de novembro deste ano, pudemos aprender muito, muito além do que imaginávamos. No blog http://osamigosdaescola.blogspot.com/ mostramos em fotografias, filmes e com estes e outros comentários (a serem feitos no blog) nossa experiência e reflexões após uma tarde tão rica em aprendizados sobre a natureza humana.
Essa ONG, sobrevivendo graças a convênios, doações e serviços voluntários é um exemplo que o povo de Curitiba oferece de dedicação às pessoas deficientes. Instalada na capital do Estado do Paraná, cidade que pretende ser modelar, tem desafios que, entretanto, persistem por absoluta falta de atenção de nossas autoridades. As dificuldades de acesso, os perigos a que seus alunos, mestres e pais das crianças, que lá se desenvolvem, se expõem para chegar ao local são uma demonstração clamorosa da falta de criatividade de nossos planejadores e gerentes no transporte coletivo urbano. Culpá-los, contudo, é uma questão de força de expressão, pois cumprem ordens. As prioridades são definidas pelos eleitos.
Compete aos nossos vereadores, deputados, prefeito e governador assumirem energicamente atitudes a favor das pessoas deficientes ou, simplesmente, continuar a empurrar com a barriga decisões e ações mais do que necessárias à vida das pessoas deficientes. Provavelmente, por inação social tenham se aplicado em outros objetivos, deixando para segundo plano as prioridades das pessoas deficientes (deficientes físicos, mentais, sensoriais etc.).
Além dos problemas viários, a Escola Vivian Marçal precisa dobrar sua capacidade de atendimento. A sede da escola se encontra num terreno enorme, mal aproveitado, com muitas opções de ocupação.
A fila de espera é grande, mostrando que muitas famílias curitibanas vivem a angústia de descobrir um lugar para os seus filhos. Por que essa fila? A qualidade do atendimento é um atrativo forte além da ausência de escolas nessas condições de acolhimento.
Querer dar aos seus filhos o melhor atendimento possível é algo justo e característico de bons pais. A Escola de Educação Especial Vivian Marçal, localizada à Rua Mamoré, 1090, bairro Mercês, Curitiba, telefone 3335 3938, utiliza recursos geniais com pessoas que optaram por atender com muito carinho e competência crianças com deficiências graves.
Lá dentro, graças ao apoio de alguns especialistas (mestres e técnicos pertencentes à UTFPR, antigo CEFET) extremamente atentos às necessidades daquelas crianças e jovens, são utilizados diversos sistemas de apoio aos professores e alunos, viabilizando trabalhos que fazem da Vivian Marçal uma referência nacional.
Esperam um empreendedor que se disponha a fazer uma parceria com eles. O que existe lá merece ser industrializado, distribuído entre outros lugares semelhantes de nossa terra, onde, com certeza, muitas crianças sofrem o pesadelo de erros médicos, danos por uso de medicamentos inadequados, acidentes, principalmente de trânsito, tudo isso além de outras causas de lesão às crianças.
Merece destaque a importância da internet para as crianças e adultos com deficiência, fato destacado pela professora Sueli (diretora) que nos atendeu. A web deu às pessoas deficientes uma forma de comunicação e aprendizado sensacional, merecendo atenção dos educadores e acima de tudo das autoridades com responsabilidade e autoridade para conduzir nossos sistemas de ensino e educação.
Conversando com os gerentes da Vivian Marçal também descobrimos a falta de continuidade de iniciativas que poderiam ajudar muito, como, por exemplo, a contribuição em dinheiro através de contas de luz. A Copel se dispôs a ajudar há alguns anos, os resultados, contudo, foram ridículos.
Talvez necessitemos de algum espaço permanente de mídia em algum grande canal de telecomunicações. A população em geral precisa gastar um tempo de seu lazer conhecendo as escolas especiais existentes em nossa cidade. Esse contato, além de educar para maior carinho com as pessoas deficientes, poderá contribuir para comportamentos mais seguros e sadios. Muito do sofrimento que descobrimos em nossas visitas às escolas especiais deve-se à ignorância dos responsáveis por essas crianças assim como a atitudes irresponsáveis de pessoas que geraram os acidentes, que não mataram, mas demoliram vidas que poderiam ser infinitamente melhores.
Felizmente existem espaços, profissionais experientes, credibilidade e vontade de melhorar, de aprimorar a vida de todos, gente que acredita no direito universal das pessoas a uma existência digna, com segurança, conforto e respeito.
É sobre todos nós que reside essa responsabilidade, pois podemos e devemos trabalhar para o aprimoramento da vida de todos e do sentimento de cidadania e justiça em nossas comunidades.
A Escola Vivian Marçal precisa de nós.

João Carlos Cascaes
Curitiba, 4 de novembro de 2008.

sábado, 1 de novembro de 2008

Uma janela para a educação

Temos mais uma biblioteca eletrônica, excelente.
O endereço http://www.fiepr.org.br/bibliotecadigital/ no portal da Federação das Indústrias do Paraná, FIEP, é uma demonstração inequívoca de sua diretoria de que se preocupa objetivamente com a educação de nosso povo.
Ganhamos mais grande janela para a educação, mais ainda porque ali temos links criteriosamente selecionados para outras bibliotecas, possibilitando um acesso rápido a um acervo colossal espalhado pelo mundo inteiro.
O presidente da FIEP, Dr. Rodrigo Costa da Rocha Loures e seus diretores, com o apoio do sistema 3S, deu-nos uma ferramenta mais do que necessária para a universalização da cultura. Isso, graças ao potencial do mundo cibernético, é um sonho possível e de realização rápida, sem depender de leis e regras tão queridas dos nossos burocratas. No Paraná os melhores técnicos, pensadores, filósofos etc. poderão ver suas obras publicadas sem os enormes custos (para quem não é rico) de edição. Mais ainda, com as oportunidades criadas, explorar ao máximo o potencial da mídia, incrivelmente enriquecida por ferramentas do tipo youtube, slidebom, álbuns de fotografias etc. Ou seja, o “livro” no meio cibernético é dinâmico, rico em sons e imagens, passível de recursos de acessibilidade a pessoas deficientes, atualizável sem grandes dificuldades, distribuição praticamente instantânea, com tudo para poder atingir qualquer lugar do planeta em poucos segundos na forma mais conveniente às pessoas carentes de informações, de lições, de instruções, de cultura, enfim.
Sabemos das barreiras que nossos amigos da FIEP precisaram vencer para esse trabalho. Os Drs. Pedro Carlos Carmona Gallego e Roberto De Fino Bentes trabalharam muito para que a determinação do presidente da FIEP se tornasse uma realidade. Felizmente quando a inteligência, a coragem, a determinação, a competência, enfim, existem nos ombros de pessoas certas no lugar certo e na hora certa as coisas acontecem.
Parabéns à FIEP e aos seus diretores e profissionais, ganhamos mais uma ponte para o futuro.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Portal genial, bem feito, excelente

http://www.sabercultural.com/


Prezados amigos

Vejam o portal indicado pelo mano Pucci.
EXCELENTE!
Fico pensando, vendo isso, sobre o desperdício da internet.
Ela pode o que esse portal mostra e muito mais.
Infelizmente o corporativismo cínico de líderes cooptados por interesses pessoais e de grupos organizados trava a utilização de forma mais inteligente da web no Brasil .
A omissão preguiçosa faz o resto.
Nós podemos mudar isso.
Nosso povo mais humilde não tem dinheiro nem patrocinadores para visitar museus, freqüentar escolas de primeira linha, comprar livros de luxo, ainda que didáticos. Quem tem algum poder, contudo, poderá fazer algo semelhante a quem idealizou e viabilizou o portal indicado pelo Dr. Pucci. Precisamos desses bons empreendedores.

Abraços

Cascaes
29.10.2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

26 DE SETEMBRO - DIA NACIONAL DO SURDO

26 de setembro: Dia Nacional do Surdo

Crédito: Divulgação
Senado aprova projeto de lei que institui a celebração anual da data
Dados do Censo realizado em 2000 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que existem no Brasil cerca de 4 milhões de pessoas com deficiência auditiva. Na busca de valorizar e melhorar a participação dessa parcela da sociedade, foi aprovado nesta quarta-feira (08/10), no Plenário do Senado, o PLC Nº12/2007, que institui a celebração anual no dia 26 de setembro do Dia Nacional do Surdo.O Senador Flávio Arns, relator da matéria na Comissão de Educação, destaca que iniciativas como esta, de mobilização social, são fundamentais para a necessidade de conscientização, reconhecimento e inclusão das pessoas surdas no Brasil.“É cada vez maior o número de pessoas com deficiência estudando, trabalhando e em plena atividade nas mais diversas áreas. Defendo que é fundamental criarmos mecanismos que introduzam na sociedade um momento para avaliarmos os avanços e os desafios que devemos enfrentar”, comemorou o Senador Flávio Arns.A escolha da data foi em virtude da inauguração, em 1857, da primeira escola para surdos no Brasil, com nome de Instituto dos Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), vinculado ao Ministério da Educação.O projeto de iniciativa do Deputado Eduardo Barbosa aguarda agora sanção presidencial para ser efetivado como lei.Fonte: Assessoria de Imprensa - Senador Flávio Arns (PT-PR)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

REATECH

O desespero de um pai deficiente

O desespero de um pai deficiente

Deus é um grande educador. Ele nos ensina e acima de tudo nos dá desafios que precisamos entender. Deus não nos ensina para o prazer da cultura, mas para que façamos algo, para que realizemos alguma de suas vontades.
Damos à figura do Criador qualidades humanas. Temos o hábito de imaginar um ser superior muito parecido conosco. É uma visão pretensiosa, egocêntrica; é, apesar disso, a que conseguimos construir.
Nascemos, crescemos, vivemos e envelhecemos. Para quê? Existirá no Universo alguma vontade ética? Moral?
Devemos acreditar que temos missões, que a vida significa criar, produzir, fazer algo. E a missão que tivermos será, talvez, proporcional à que o Grande Arquiteto terá planejado para nós.
Nossas tarefas podem vir de diversas formas. Alguns têm poderes, outros mostram necessidades...
Ser pai de uma criança com necessidades especiais é um desafio monumental. O sofrimento é indescritível. A esperança, contudo, é a força que leva qualquer pai ou mãe à luta. No mínimo a vontade de ver seu filho ou filha amado, respeitado leva-nos a insistir em sua formação universal, profissional. Não raro nos defrontamos com situações estranhas, kafkianas. Ver nossos filhos expostos à vontade de pessoas nem sempre bem educadas é um suplício. Nada é mais triste do que a incompreensão, a frieza de certos indivíduos que sabemos poderem fazer muito, mas que se limitam a ações de conveniência pessoal, a metas corporativas, a vontades pequenas que nem merecem ser descritas.
Deus sabe o que faz e nós simplesmente servimos de objeto de sua vontade, mas que seria isso?
Todas as explicações éticas e materiais existem a favor daqueles que agridem nossos filhos, afinal, como eles entenderão a magnitude do desespero que domina nossas mentes? São pessoas que ganharam saúde, que não têm outros defeitos além de qualidades morais fáceis de serem escondidas. Podem tranqüilamente viver e morrer em paz com suas pequenas consciências.
A deficiência é dos pais. Quem mandou gerarem filhos especiais? Por quê vêm incomodar os perfeitos?
A raiva ou o fatalismo serão caminhos que poderemos escolher. Poderemos ser simpáticos. Poderemos agradar. Poderemos aceitar as regras das corporações, dos chefes, de mestres, daqueles que governarem nossos filhos; e os outros?
Poderemos encontrar soluções específicas, e os outros?
Poderemos salvar um filho, e seus amigos?
Aos poucos vamos sentindo o peso de nossa tremenda deficiência. Não conseguimos vencer barreiras, perdemos para o primeiro burocrata de plantão.
Impõem-nos a resignação ou a tremenda raiva que nos coloca em posição quase assassina.
Quando chegamos ao desespero, tendo inspiração, ganhamos idéias. Os projetos, as propostas aparecem. Vamos, contudo, enfrentar as críticas, os desafios.
Poderemos ser ricos, poderosos e usar tudo o que tivermos para salvar nossos filhos, e os outros?
Felizmente o mundo evolui. Talvez regrida moralmente, mas a ciência cresce. Assim vamos ganhando a esperança de que a Matemática, a Física, a Biologia, a Informática, a Mecânica e outras ciências exatas, inexatas, materiais e biológicas resolvam o que a humanidade não corrige socialmente. Evoluímos num sentido e oscilamos noutro.
Nesse turbilhão de sentimentos um pai deficiente se perde, angustia-se, pode até destruir seu filho. Nesse mundo desumano e brutal é difícil achar simpatias e vontades reais de solução de problemas que existem, talvez, para testar a qualidade de nossa formação. A separação do joio do trigo é um desafio permanente...
O fundamental, entretanto, é encontrar um espaço para nossos filhos e com eles aprimorar o comportamento da sociedade como um todo, todos merecem serem respeitados, precisam de oportunidades para crescer. É lhes dar o que merecem, o que têm direito. A luta compensa, é justa e natural, é divina.

Cascaes
21.12.2006

Apresentação do LTDE